Sabendo que na minha alma nada mudou - sou ainda aquele que morreria para poupar-te a mais leve pena! - Não estenderás tu aos protestos do velho afecto a mão da amizade na vertente sombria da Vida?
sexta-feira, 27 de março de 2009
Hardy
Sabendo que na minha alma nada mudou - sou ainda aquele que morreria para poupar-te a mais leve pena! - Não estenderás tu aos protestos do velho afecto a mão da amizade na vertente sombria da Vida?
Eco
Em busca de uma fé alternativa, apaixono-me pelos decadentes. Irmãos, lírios tristes, languesço de beleza…
Transformo-me num eunuco bizantino que vê passar os grandes bárbaros brancos compondo acrósticos indolentes, instituo com a ciência o hino dos corações espirituais, na minha obra de impaciência, percorro atlas, herbários e rituais
Bridges
sexta-feira, 20 de março de 2009
Wordsworth
terça-feira, 17 de março de 2009
Desconhecido
segunda-feira, 16 de março de 2009
Jobim
segunda-feira, 9 de março de 2009
Trabon
Queridos amigos:
Coisas que destruí:
1 farol
1 lanterna traseira
1 prateleira de bagagem
2 aros
1 jogo de limpa pára-brisa
1 capota de Toyota
2 jogos de suspensão de Toyota
1 par de óculos escuros caros
1 barraca
1 câmara
1 galinha (viva)
1 mala
1 rede
12 melancias
Coisas que perdi:
1 pneu sobressalente
1 jerrican de gasolina (cheio)
2 namoradas
1 matrícula
2 calças
A maioria das minhas meias
2 pares de sapatos
5 camisas
120 metros de corda
Minha saúde
Minha calma (três vezes)
Coisas que recebi:
Mais de 300 000 picadas de mosquitos
145 000 picadas não identificadas
637 cortes e esfoladuras
1 ataque agudo de ansiedade por causa de índios hostis
47 ataques menores de ansiedade por causa de insectos grandes não identificados
Cinetose
Diarreia
Cólicas no estômago
Pelo menos uma brincadeira horrível de cada membro da equipa
Coisas de que eu gostava antes, mas agora não aprecio mais:
Tudo o que é verde
Arroz
Jipes
quinta-feira, 5 de março de 2009
Desconhecido

Que estranha criatura. Surgiu do nada, rodeado por besouros e ofereceu-me um cágado. Noutro dia falou-me do veneno do escorpião, e contou-me a história de um pastor que foi picado por um. Não morreu, mas enlouqueceu. Escorpiões…
Quantos anos eu tinha? Onze, doze…a fronteira entre a excentricidade e a estupidez é tão difícil de definir. Um pouco como a da realidade e da fantasia. As salamandras debaixo das pedras. A companhia de uma matilha de cães durante as longas viagens.
“That silly boy!”
Será que cheguei mesmo a ver um casal de iguanas ao sol junto ao poço? Impossível. Mas é uma recordação tão real. A velocidade das andorinhas enquanto voavam rasando o asfalto, tudo me pasmava muito mais quando ainda não conhecia…
Bach
Saint-Exupèry
Esse trigo, amanhã terá mudado. O trigo é mais do que alimento carnal. Alimentar o homem não é engordar o gado. O pão revela tantos significados! Aprendemos a reconhecer no pão um instrumento da comunidade dos homens, quando se reparte em conjunto. Aprendemos a reconhecer no pão a imagem da grandeza do trabalho, quando se ganha com o suor do rosto. Aprendemos a reconhecer no pão o veículo essencial da piedade quando se distribui nos momentos de miséria. O sabor do pão partilhado não tem igual. Ora, todo o poder desse alimento espiritual, do pão espiritual que nascerá desse campo de trigo, está em perigo. O camponês, quando partir amanhã o pão, talvez já não sirva a mesma religião familiar. Talvez o pão já não alimente amanhã a mesma luz dos olhares. O pão é como o azeite das candeias. Transforma-se em luz.
segunda-feira, 2 de março de 2009
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