
Que estranha criatura. Surgiu do nada, rodeado por besouros e ofereceu-me um cágado. Noutro dia falou-me do veneno do escorpião, e contou-me a história de um pastor que foi picado por um. Não morreu, mas enlouqueceu. Escorpiões…
Quantos anos eu tinha? Onze, doze…a fronteira entre a excentricidade e a estupidez é tão difícil de definir. Um pouco como a da realidade e da fantasia. As salamandras debaixo das pedras. A companhia de uma matilha de cães durante as longas viagens.
“That silly boy!”
Será que cheguei mesmo a ver um casal de iguanas ao sol junto ao poço? Impossível. Mas é uma recordação tão real. A velocidade das andorinhas enquanto voavam rasando o asfalto, tudo me pasmava muito mais quando ainda não conhecia…
Sem comentários:
Enviar um comentário